15 junho, 2017

Magic Forest and the Enchanted Cherry Tree

Olá! Antes de mais nada, tenho que explicar do que se trata o texto abaixo. Vi uma imagem de uma cerejeira com a fala da última linha (abaixo) e acabei pensando em criar uma história com um enredo que me levaria até ela, e deu nisso, é claro que não terminei, como podem observar, mesmo assim achei um desperdício não compartilha-la por aqui.
Estava perdida, comecei a perceber que andava em círculos, então parei. Olhei ao redor, e então segui em frente, com cuidado para não parar no mesmo lugar. Gravei a roseira, a árvore com casco quebrado e um banco coberto de heras quase por completo. Talvez se Gisella estivesse aqui ela podia ter nos levado ao caminho certo, ela sempre fora a mais inteligente de nós duas, lia mais livros de aventura do que eu e com certeza saberia o que poderíamos fazer nessa hora, nós acreditávamos nos livros, é um costume de nossos antepassados.

Uma brisa fria acariciou meu rosto, olhei para o alto das árvores, e pelo sol já podia ver que estava no meio da tarde, se eu me demorasse mais um pouco teria de dormir na floresta, e uma coisa que todos nós sabíamos, é que em hipótese alguma é recomendável passar a noite nessa floresta, dizem que ela ganha vida e se vinga daqueles que maltrataram sua terra, suas plantas e flores.

Parei diante de um amontoado de galhos secos que estavam bem no meio do caminho, impedindo a minha passagem, não lembrava de ter passado por ali antes, resgatei um canivete da minha bolsa e comecei com muita relutância a tentar quebrar os galhos, como não deu certo, tentei quebrá-los com a força mísera de meus braços, felizmente os galhos se quebraram e eu comecei a passar por entre os quebrados. Havia uma luz diferente de cor e intensidade a minha frente vinda do céu, o sol estava mais alto e aquela floresta era menos assustadora que a anterior, a que eu estava a minutos atrás, ou a frente. Eu sabia que já não estava mais em Belladona, mas onde estava naquele momento?



O mapa não amostrava aquele lugar, estava definitivamente mais que perdida naquele momento e com mais calor também. Havia tantas flores ali, flores que não podiam florescer naquele tipo de terreno, peônias, girassóis, várias e várias roseiras, e até um pé de liatris. Comecei a acelerar o passo, então percebi que aquela floresta não parecia nada abandonada em comparação a outra, a grama estava em seu perfeito tamanho, aparada e verdinha, havia gotículas de água em cada planta, até nas folhas das árvores, mas se estivesse chovido eu teria escutado o barulho de onde estava já que era perto.

Me deparei a certo caminho com uma cerejeira, não havia vento ali mas ela balançava assim mesmo, dançante, e então, como se eu já não estivesse delirante o suficiente, pude apostar que ouvi-la sussurrar para mim:
— Você por acaso viu meu anjo?

É isso pessoal, até!
Abraços.

3 comentários

  1. Termina a história *O* to curiosaaaaaaaa <3
    Amei o gif da cerejeira! O nome de uma das minhas gatinhas é Sakura por causa da árvore *-*

    Vi que você está lendo Anne Rice <3

    Com amor,
    Bruna Morgan

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    Respostas
    1. Não sei se ela tem futuro, Bruna </3 Mas vou pensar na possibilidade...

      Também amei, é lindo né?
      Abraços,
      Bia

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  2. Adorei seu texto! Fiquei curiosa por uma continuação, se tu vier a escrever não esquece de publicá-la aqui!!
    Cerejeiras são tão lindas e poéticas :3

    Beijos <3

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